Um dos primeiros e mais preciosos instrumentos que a humanidade conheceu foi a voz humana. Um instrumento poderoso e incrivelmente versátil que pode ser considerado o responsável pela criação da música como a conhecemos hoje.

Um espetáculo de coral e grupos vocais como o octeto de vozes Óctrombada demonstra claramente como a música criada hoje pode ser extremamente rica mesmo sem a utilização de cordas, teclas, percussões e sopros. A voz como instrumento musical pode criar todas as nuances de harmonias, ritmos e melodias necessárias. Não satisfeitos com o alcance de suas vozes incrivelmente afinadas, os oito músicos ainda enriquecem sua a apresentação com percussão corporal, assobios, estalos de dedos e uma cuidadosa movimentação cênica.

O resultado desse intenso uso artístico do corpo é um espetáculo colorido, divertido, culturalmente rico e incrivelmente cuidadoso. Os gestos dos cantores, as roupas e a iluminação sõ não são mais cuidadosos que os arranjos musicais criados por Carlos Bauzys e a preciosa afinação das vozes. O grupo apresenta um repertório variado de músicas brasileiras de autores consagrados como Gilberto Gil, Dorival Caymmi e Luiz Gonzaga e também composições próprias do grupo que foram desenvolvidas para valorizar a técnica vocal e também a aprsentação cênica, planejada pelo diretor cênico Reynaldo Puebla. Essas músicas próprias arranjadas e planejadas cenicamente mostram como podem ser utilizados recursos vocais bastante exóticos para a música, como onomatopéais, vocalizações, barulhos, brincadeiras com a voz e também a percussão corporal.

Elenco: Sopranos: Denise Venturini e Cláudia Felisbertos; Contraltos: Lívia Golden e Bel Borges; Tenores: Daniel Rocha e Carlos Bauzys. Baixos: Rafael Caldeira e Alexandre Omezzo, Substitutos: Ana SAntos e Glaucivan Gomes. Direção musical: Carlos Bauzys, Diretor cênico: Reynaldo Pueblas.